Websérie | 'Confessionário - Relatos de Casa' e a violência doméstica e de gênero; confira!


Trata-se de uma obra de ficção baseada em relatos de mulheres de todo o mundo que sofreram violência doméstica e de gênero, visando mostrar que elas não estão sozinhas e estimular a denúncia em casos de violações!



A websérie foi produzida por um grupo de artistas gaúchos e uma advogada especializada em cuidar de casos de violência contra mulheres, que unidos deram um jeito de contornar o isolamento social para gravar a websérie Confessionário - Relatos de Casa.


A primeira temporada possui nove episódios, com atrizes interpretando as histórias criadas a partir de relatos reais. Além da violência física, a série também relata casos de violência psicológica e moral.


Os episódios, que tem 15 minutos cada, apresentam uma personagem relatando a sua história em primeira pessoa para uma suposta campanha, intitulada “Confessionário”, que pretende encorajar outras mulheres a exporem as suas próprias histórias.


SOBRE A PRODUÇÃO


A produção foi realizada pela atriz e diretora de teatro Deborah Finocchiaro e pelo diretor de cinema Luiz Alberto Cassol, também contando com a participação da advogada Gabriela Ribeiro de Souza, que ao final de cada “depoimento” trará informações sobre fatores de risco, tipos de violência, formas e contatos para denúncia, números, estatísticas, entre outras informações relevantes.


Os relatos devem vir à tona porque não podemos compactuar, através do silêncio, com a banalização da violência, com o descaso. Para democratizar o acesso. A linguagem confessional pretende encorajar, estimular outras mulheres para que contem as suas histórias, para que elas saibam que não estão sozinhas”, complementa Gabriela.

Conforme os idealizadores, a motivação para a criação do projeto aconteceu pela dura realidade de mulheres que vivem em situação de opressão e violência doméstica, e pelo aumento do número de casos durante esta pandemia.


Cremos que a arte leva a caminhos de questionamentos e transformações. Queremos contribuir para a integridade e a humanização dentro dos lares, das cabeças, das vidas”, justifica Deborah.

“O número de casos de violência física, moral e psicológica que mulheres sofrem diariamente aumentou drasticamente na pandemia. Também criamos o Confessionário para falar sobre a violência contra crianças e os diferentes tipos de violência que a sociedade naturaliza e faz crer que não seja debatido e enfrentado. A arte é transformadora e promove, na reflexão, a apropriação de conhecimento, a liberdade de pensamento”, complementa Cassol.


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As gravações foram realizadas com equipe e elenco, cada um na sua casa, respeitando o isolamento social. “O maior desafio foi chegar no ‘humano’, na verdade, ultrapassar a tecnologia para tocar na alma”, conta Deborah.


Cassol revela que é tudo diferente de uma gravação normal, num set. “É remota, com cada profissional em sua casa. Depois de definida toda a questão de argumento, roteiro, narrativa, partimos para questões técnicas. Gravamos por uma tela de computador, o que seria tecnicamente chamado de plano geral, o maior enquadramento, e com mais duas câmeras em frente à tela do computador. O diretor de fotografia vai fazendo outros enquadramentos. Usamos computadores e celulares, tudo de acordo com cada episódio”.


ESTATÍSTICAS


O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) destaca que os casos de feminicídio cresceram 22,2% entre Março e Abril deste ano, em 12 estados do país, comparativamente a 2019, segundo a Agência Brasil. Intitulado'Violência Doméstica Durante a Pandemia de COVID-19', o documento foi divulgado no começo de Junho e tem como referência dados coletados nos órgãos de segurança dos estados brasileiros.


onde posso assistir?


Todos os episódios da websérie podem ser assistidos no Youtube. Confira:



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