• Sabrina Ventresqui

Todo trabalho realizado em Mulan para garantir que filme fosse autêntico para cultura chinesa


Quando a Disney criou uma versão live-action de Mulan, houve algumas mudanças entre essa versão e a história contada pela animação de mesmo nome. O objetivo não era criar uma história cantada de aceitação com um dragão cômico lançando piadas ao longo do caminho, mas sim criar um filme que parecesse e fosse autêntico para a cultura chinesa.



Foi um processo que a diretora Niki Caro disse ser contínuo e frequente, e ela revelou ao Film School Rejects que vários especialistas em história chinesa e outras áreas foram consultados para fazer Mulan, que se inspira na lendária heroína. Quando questionada especificamente se sua contribuição mudou partes da produção ao longo do caminho, Caro confirmou que foi algo que aconteceu bastante.


"Ah sim, sim, sim, o tempo todo. Quer dizer, o que você precisa entender é que sou implacável com esse tipo de coisa. Eu faço uma quantidade enorme de pesquisas porque é extremamente importante neste filme que a cultura chinesa fosse representada com respeito e autenticidade. Tem sido assim para mim ao longo de minha carreira, de Whale Rider a McFarland, EUA, que se passou na comunidade de pesquisadores de campo mexicano-americana", contou.

A diretora neozelandesa estava muito preocupada em manter a autenticidade e retratar uma representação precisa da cultura chinesa em Mulan, e frequentemente verificava os fatos e pesquisas mesmo durante o processo de filmagem para garantir que aspectos da cultura não fossem negligenciados ou excluídos.


Isso significa que Niki Caro e sua equipe precisaram ler um pouco sobre a cultura chinesa antiga. Caro falou sobre algumas das coisas que ela e os outros estudaram na preparação para Mulan, incluindo os cuidados especial que os criadores tomaram para garantir que tudo, até as sequências de batalha estivessem de acordo com a forma como teriam acontecido naquela época.



"Tenho um cuidado especial com a autenticidade e especificidade ao trabalhar em culturas que não são a minha. Cada aspecto da filmagem aqui foi meticulosamente pesquisado, e não apenas por mim, mas em todos os departamentos. Estudamos cinema chinês, arte chinesa antiga, relatos históricos da guerra. Na verdade, temos um especialista em dinastia Tang que voou para Los Angeles para que pudéssemos consultar enquanto estávamos projetando as sequências para que as acertássemos", compartilhou.

O resultado final é muito diferente da animação, mas supostamente adere à aparência da China antiga de uma forma diferente da versão animada. Se isso acabará ou não impactando o sucesso do filme quando comparado ao original, ainda não sabemos, já que outros fatores como o lançamento premium na Disney + no lugar de uma exibição nos cinemas, sem dúvida, influenciarão em como o filme será recebido pelo público.


Mulan está disponível na Disney + por $ 29,99 dólares e estará disponível para o público geral dos Estados Unidos na sexta-feira, 4 de dezembro. O serviço de streaming chegará ao Brasil em 17 de novembro.


FONTE: Cinema Blend


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