• Heloiza "h1za" Coelho

Review | Baby Driver

Atualizado: há 16 horas


Sim, o nome dele é "B-A-B-Y Baby" (Ansel Elgort). Ele é um motorista de fuga quase sempre silencioso.


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O melhor de duas eras


Baby grava conversas ao seu redor. Tudo é extremamente alegre e divertido. É uma lembrança de como os filmes costumavam nos emocionar com uma virada de fase, um giro na trama ou um beijo romântico.


Porém, "Baby Driver" é também influenciado pela era moderna do cinema autoconsciente e da cultura pop, sendo ao mesmo tempo encantador e antiquado, o que é apenas um de seus pequenos milagres.



Baby Driver combina as fantasias de ação exageradas com as sensibilidades de Scott Pilgrim vs O Mundo


Wright dirige o filme com a confiança de alguém que pode se dar ao luxo de prestar homenagem a seus antecessores. Assim, ele cria uma enciclopédia de alusões cinematográficas, todas alinhadas e em sintonia. Às vezes, a coisa toda gira como um álbum de homenagem a grandes artistas.


Não são apenas as sequências de ação que conduzem o filme: a única coisa certa na vida de Baby é seu crescente amor pela garçonete Debora (Lily James). Além disso, temos os títulos de abertura com Baby comprando um café ao som das batidas de Bob & Earl e letras magicamente aparecendo nas paredes e letreiros em uma cena tão perfeita quanto a dança de abertura de La La Land.



Há muito o que apreciar em Baby Driver


Aqui temos as satisfações de arte e técnica cinematográficas genuínas, qualidades que os espectadores não podem mais dar como certo. As edições se encaixam, as cores surgem e a cinematografia serve às performances e à história, em vez de embalsamá-las em um conceito diretorialmente chamativo e vistoso.


As emoções são principalmente frias, mas as perseguições de carro são quentes e ao mesmo tempo fluidas, geométricas e rítmicas. É difícil falar sobre um diretor que quer agradar tanto o público (em vez de, digamos, a franquia se adequar). Ao mesmo tempo, você deve se perguntar aonde Wright poderia ir se ele se soltasse de suas influências e deixasse um pouco de sensação desordenar a sua fórmula.



Em suma, Baby Driver é uma peça de cinema inspiradora dirigida por Edgar Wright, que se apresenta como um musical através das lentes de um filme de ação. Doce, engraçado e totalmente original.


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