• Lucas Almeida

O retorno da magia nas aventuras de “Dois irmãos: Uma Jornada Fantástica”



Uma aventura emocionante que comprova que a magia da Pixar ainda se encontra presente e original a cada filme. “Dois irmãos: Uma Jornada Fantástica” surpreende e cativa principalmente em seus momentos finais. Trazendo referências de outros filmes de sucesso absoluto, a obra é eficiente e importante, principalmente para aqueles que perderam um ente querido.


Feito a partir dessa parceria de sucesso entre a Pixar e a Disney, a obra é estrelada por Tom Holland, Chris Pratt e Octavia Spencer. A trama segue uma cartada já estabelecida em filmes do gênero: dois personagens que, mesmo não se gostando, são obrigados a ficar juntos, se tornando amigos no final. Conta ainda com coadjuvantes que dão um tom de comédia à animação.

Em um momento, pode até parecer que essa parceria enfraqueceu, mas quando o filme chega no seu último ato, ele ganha força e um tom dramático de uma forma pouco explorada nos demais filmes do estúdio.

Bem, a história acompanha Ian (Tom Holland), um garoto até então introvertido e com poucos amigos. Ao completar 16 anos, ele recebe de presente de sua mãe um cajado, que junto de uma pedra mágica tem o poder de trazer seu pai de volta à vida por 24 horas. Dessa forma, ele parte em uma aventura com seu irmão mais velho Barley (Chris Pratt), que o ajudará a descobrir e controlar a magia.


Nesse universo existem elfos, centauros, fadas e outros seres mitológicos que são muito bem explorados pelo roteiro. Os personagens acabam tendo que lidar com um mundo mágico e bucólico após sair de um lugar sem fantasia e repleto de tecnologia. Por fim, os irmãos acabam superando a dificuldade em controlar a magia através do uso da própria tecnologia à qual estão habituados.


A animação tem referências diretas a outras obras, que não necessariamente se encaixam no gênero mas que possibilitaram um desenvolvimento positivo para a trama e algumas cenas divertidíssimas. Entre as referências estão filmes como “Senhor dos Anéis”, “Indiana Jones” e, é claro, “Um morto muito Louco”, claramente representados na animação.


Mas como dito anteriormente, a obra se torna memorável no seu terceiro ato. Nessa etapa, ela deixa de lado a comédia e mergulha profundamente no drama, trazendo sensações semelhantes às de filmes como Viva- A Vida é uma Festa”, “Toy Story” e “Procurando Nemo”.


Assin sendo, “Dois irmão: Uma Jornada Fantástica” é feito tanto para jovens quanto para adultos. Com boas doses de comédia e um final de pura emoção, a Pixar traz um filme para se ver mais de uma vez, especialmente com toda a família.

O Otageek é um portal de jornalismo cultural independente que produz conteúdo sobre cultura pop com uma abordagem mais próxima do Jornalismo e distante dos clickbaits e fake news.

© 2020 - Otageek BR . All Rights Reserved.