• Beatriz Cintra

Conheça Mariana Enriquez, convidada especial da 'Feira do Livro de Porto Alegre'


Uma das vozes mais importantes da literatura de terror, a argentina Mariana Enriquez, participou do evento online no último domingo.



Autora de suspenses que unem terror psicológico e aspectos do cotidiano, Mariana Enriquez foi um dos principais destaques da 66ª Feira do Livro de Porto Alegre, evento que acontece até o de 15 de novembro. Ao lado de sua compatriota Ariana Harwicz, Enriquez participou da live “A estranheza familiar de todos nós” transmitida no último domingo (8) pelo canal da feira no YouTube.


A mesa que discutiu como a literatura pode ser perturbadora, seja ambientada em mundos fantásticos ou em situações cotidianas, foi mediada pela professora Lélia Almeida, especialista em literatura latino-americana. Com uma programação cultural totalmente gratuita, a Feira do Livro de Porto Alegre chega em 2020 à sua 66ª edição e dessa vez é realizada excepcionalmente em ambiente virtual, devido à pandemia de Covid-19.


Livros da autora publicados pela Intrínseca



Este é o Mar


Sinopse: Lendas do rock nunca fenecem. E tudo porque entregaram a vida às Luminosas, seres atemporais que se alimentam dos aspectos mais pungentes da devoção humana. Kurt Cobain? Lenda criada por Violeta. Sid Vicious? Gina. Jim Morrison? Marianne. No universo de Este é o Mar, tornar-se uma verdadeira lenda do rock envolve seres mitológicos femininos e um mundo intenso e sombrio, marcado pelo esquecimento e pelas lembranças que atravessam gerações.


Helena é uma das responsáveis por manter a engrenagem do fanatismo a todo vapor, incitando os jovens fãs humanos a darem tudo de si e a consumirem seu ídolo. No entanto, não quer ser apenas uma abelha operária. Para se tornar uma Luminosa, precisa criar uma nova Lenda. Agora, tendo a morte como aliada, sua missão é eternizar James Evans, o vocalista da banda Fallen — uma árdua tarefa em meio à era da fugacidade dos desejos.


Após a repercussão de As coisas que perdemos no fogo, que consagrou o estilo da autora em unir horror a aspectos do cotidiano, 'Este é o mar' traça, na esfera do mitológico, os aspectos mais perturbadores e indizíveis da essência humana. Um retrato visceral da adolescência e da nossa sociedade, que reafirma Mariana Enriquez como uma das vozes mais potentes da literatura argentina contemporânea.


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As coisas que perdemos no fogo


Sinopse: Macabro, perturbador e emocionante, As coisas que perdemos no fogo reúne contos que usam o medo e o terror para explorar várias dimensões da vida contemporânea. Em um primeiro olhar, as doze narrativas do livro parecem surreais. No entanto, depois de poucas frases, elas se mostram estranhamente familiares: é o cotidiano transformado em pesadelo.


Personagens e lugares aparentemente comuns ocultam um universo insólito: um menino assassino, uma garota que arranca as unhas e os cílios na sala de aula, adolescentes que fazem pactos sombrios, amigos que parecem destinados à morte, mulheres que ateiam fogo em si mesmas como forma de protesto, casas abandonadas, magia negra, mitos e superstições.


Uma das escritoras mais corajosas e surpreendentes do século XXI, Mariana Enriquez dá voz à geração nascida durante a ditadura militar na Argentina. Nesse livro, ela cria um universo povoado por pessoas comuns e seres socialmente invisíveis, cujas existências sucumbem ao peso da culpa, da compaixão, da crueldade e da simples convivência. O resultado é uma obra ao mesmo tempo estranha e familiar, que questiona de forma penetrante e indelével o mundo em que vivemos.


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Sobre a autora


Mariana Enriquez nasceu em 1973, em Buenos Aires, e hoje é jornalista e professora. Autora de Este é o Mar e As coisas que perdemos no fogo, ambos publicados pela Intrínseca no Brasil, Enriquez foi vencedora do Premio de la Crítica de 2019, uma premiação concedida anualmente pela Associação Espanhola de Críticos Literários (AECL) desde 1956 para obras publicadas na Espanha.


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