• Victor Franco

IBM dobra a performance de seus computadores quânticos


A computação quântica já é uma realidade, mas não aquela que chega a toda a população. Um computador quântico é uma máquina que usa de mecânica quântica pra fazer o processamento de informações. Eles são usados pra processar informações e operações tão longas ou demoradas que seriam impraticáveis em computadores normais


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A tão complexa física


Na mecânica quântica, é compreensível que uma partícula esteja em dois ou mais estados ao mesmo tempo. O melhor exemplo pra isso é o tal do Gato de Schrödinger, experimento indicando que o gato pode estar vivo e morto ao mesmo tempo enquanto a caixa não é aberta.


Mas não vamos focar tanto na parte da mecânica, vamos pra parte dos computadores... um computador normal trabalha à base de bits 0 e 1 e só consegue armazenar em sua memória 0s ou 1s, já um computador quântico pode trabalhar com sobreposição, que é exatamente a ideia do gato. Ele pode armazenar os bits 0 ou 1 ou ambos ao mesmo tempo, e esse tal bit no computador quântico se chama qubit. Quanto mais melhor.



Mas só a IBM faz isso?


Não, várias empresas do setor de TI, desde as multinacionais até algumas startups, desenvolvem esse tipo de computação. A disputa é extremamente acirrada e alguns dos competidores são a IBM, Microsoft, Google, Intel e por aí vai.


IBM e seu Quantum Volume


A IBM desenvolveu um cociente de quantos qubits existem e quantas tarefas eles fazem, denominando-o como Quantum Volume. Até 2019 os computadores da Big Blue possuíam um quantum volume de 32, e em 2020 ela conseguiu atingir a marca de 64 quantum volume.


De acordo com porta-vozes da própria IBM, ela planeja manter um padrão de dobrar o valor anualmente. Esse desenvolvimento acelerado é importante pra manter o interesse na computação quântica e para transformar esse tipo de computação em algo realmente útil em grande escala.


Computador quântico da IBM.


E quando terei um desses em casa?


A resposta pode não ser tão animadora, mas ninguém tem previsão nem sequer se esse tipo de máquina será comercializada para usuários. Muito possivelmente os computadores domésticos instruídos a objeto continuarão sendo nossos companheiros de casa. As máquinas quânticas estão sendo desenvolvidas no primeiro momento para a aplicação de Inteligência Artificial, Pesquisa e Desenvolvimento.


Tá, e qual é o uso disso então?


Os computadores quânticos, quando forem colocados na prática, irão possibilitar coisas que hoje são inimagináveis ou arduamente difíceis, como por exemplo o desenvolvimento de novos materiais a níveis moleculares, pesquisa de novos remédios, desenvolvimento de portfólios de investimentos e até o controle de tráfego de transportes rodoviários.


A corrida está acirrada


Como disse acima, várias empresas têm olhos para computação quântica, e também há uma fina linha entre manter os qubits trabalhando corretamente e quebrar todo o processo. A IBM, até pouco tempo, usava um processador de 27 qubits, mas anunciou também a melhoria para a arquitetura Hummimbird com 57 qubits.


Entretanto, a Intel e a Honeywell já afirmaram a ineficácia do sistema da Big Blue e prometem, com seus próprios desenvolvimentos, conseguirem chegar a saltos de 10x os qubits que a IBM propôs. Resta agora aguardar o desfecho dessa concorrência acirrada e esperar por essa tecnologia toda chegar até nosso dia-a-dia.



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