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Cubismo: E sua influência na personagem Feiticeira Escarlate


Cubismo foi uma estética vanguardista do início de século XX, que resistiu às influências estéticas da herança do neoclássico, indo contra os procedimentos de composição pautados em noções prescritivas, como a perspectiva, a simetria e a modelagem.


O movimento apresenta-se como uma criação artística original e chamativa, uma “realidade construída em cubos”, como a compreendeu o crítico Louis Vauxcelles, em 1908. Cubos, volumes e planos geométricos entrecortados determinam formas que se desdobram simultaneamente em vários ângulos no espaço bidimensional da tela.


Feiticeira Escarlate, ou Wanda Maximoff, que é uma das super-heroínas mais poderosas do universo Marvel. Wanda tem poderes de ter o controle de magia do caos e manipulação das probabilidades. Podendo também desmembrar as pessoas em “cubos” e reconstruir lá em outro lugar ou até mesmo mata-lá, como já demonstrado em suas histórias. A personagem pode criar “universos de bolso” e viajar pelo multiverso da Marvel, onde já se deparou com realidades cubicas.


Notamos que a influência estética cubista está além das habilidades da personagem e seu universo. Temos referências ao movimento em capas de quadrinhos, como é o caso da capa da HQ Scarlet Witch Vol. 3: The Final Hex, publicada em Maio de 2017, onde a influência do movimento e vista através da repetição, enquanto desdobramento de um mesmo plano no tempo, sublinhando e atravessando Wanda, com estrutura centralizada em cubos. Sendo uma relação estética envolta de misticismo e subjetividade artística na composição da personagem e de suas representações.




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