• Lucas Almeida

Crítica | Superman: Man of Tomorrow estabelece um novo começo para o universo animado da DC


Após o fim de uma era com Justice League Dark: Apokolips War, a DC deu início a uma nova fase dos personagens animados, começando com o seu maior e mais importante herói, o Superman!



Intitulada Superman: Man of Tomorrow, a animação oferece uma trama relativamente nova ao último filho de Krypton, trazendo-o ainda jovem e em seus primeiros voos como herói, tendo que compreender quem ele é e qual seu propósito neste mundo.


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A história começa com um brevíssimo prólogo de Clark Kent ainda criança, encarando o fato de fazer parte de uma espécie completamente diferente de onde vive. E logo de cara, é apresentada a subtrama que fará parte de toda a narrativa da animação: o preconceito junto à busca do herói pelo pertencimento ao nosso mundo.


A partir daí, temos o jovem adulto Clark Kent começando a sua carreira no Planeta Diário, deparando-se com a ambição de Lex Luthor e conhecendo a destemida Lois Lane. Mesmo que ainda jovem, Kent tem plena consciência e controle de todos os seus poderes e, com um uniforme pra lá de caseiro (a propósito, muito legal), ele age ocasionalmente em prol da população de Metrópolis.



Nesses primeiros passos do Homem de Aço, Superman: Man of Tomorrow consegue oferecer uma história bastante coesa e vários momentos esperançosos. O roteiro de Tim Sheridan, junto da direção de Chris Palmer, revive o espirito clássico do personagem, com uma abordagem leve e positiva. O Superman, diferentemente do que ocorre em outras ocasiões, parte numa jornada de auto-descoberta enquanto acompanhado de outros heróis.


Já em relação à introdução de alguns personagens além de Lane e Luthor, o Caçador de Marte garante uma relação de quase mentor a Kent, dando-o informações sobre o seu passado e o aconselhando a se esconder do mundo devido ao desprezo e medo que os alienígenas trazem à raça humana. Temos também o carismático, louco e mais perigoso caçador de recompensas Lobo, que veio à Terra para matar o último Kryptoniano. Ademais, vê-se o gigantesco vilão Parasita, que é desenvolvido de um jeito interessante, mas que serve apenas para se tornar uma grande ameaça perante todo o poder do Superman.



O trabalho de dublagem é um ponto satisfatório da animação: enquanto Darren Criss (Superman) e Alexandra Daddario (Lois) estão coerentes e amigáveis com as escolhas que fizeram, Ike Amadi (Caçador de Marte) traz uma voz segura e profunda, transmitindo toda a calma e sabedoria de J’onn J’onzz. Pra fechar, Zachary Quinto (Luthor) vem com a clássica voz traiçoeira do vilão e Ryan Hurst (Lobo) é o que mais se destaca, com a rouquidão e o jeito “tosco” do excêntrico caçador de recompensas.


Por outro lado, a qualidade da animação, por mais que não encha os olhos, segue o mesmo padrão de outros projetos do estúdio. Porém, vale ressaltar a criatividade do visual alternativo do primeiro traje do Superman, ou melhor, do Homem Voador.


Se analisarmos o filme como um episódio piloto de uma nova formação de universo animado da DC, Superman: Man of Tomorrow, sem dúvida, é um ótimo início. A obra apresenta bem seus personagens, realiza uma nova releitura da origem do Superman, faz referência a outro personagem importante da DC e, melhor ainda, traz de volta o espírito clássico que só o todo poderoso Homem de Aço tem: a esperança!


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