Crítica: Stranger Things 3

Stranger Things que hoje é carro chefe da Netflix se concretizou como ícone da cultura pop e rapidamente conseguiu conquistar uma legião de fãs por todo o mundo. Criada por Matt Duffer e Ross Duffer em 2016, a série ambientada na década de 80 soube utilizar muito bem do saudosismo e de referências a obras consolidadas que hoje são clássicos da cultura pop, como Stephen King, a saga da Fênix Negra, (Alias, leia aqui o nosso artigo sobre o fracasso comercial do último filme dos X-MEN na FOX que adapta o quadrinho), Alien, E.T. — O Extraterreste, J.R.R. Tolkien e muitos outros títulos eternizados no mundo do entretenimento.





Em seu terceiro ano a série começa nos mostrando uma nova Hawkins, ambientada agora no Verão a produção substitui aquela fotografia escura e com ar mórbido das temporadas anteriores por uma com mais cores vividas e quentes. A trilha sonora junto dos figurinos e cabelos espalhafatosos entram como a cereja do bolo representando bem aquela época.

Com relação a trama desta vez o show se preocupa em articular uma narrativa mais fechada, focando no desenvolvimento dos personagens, que já não são mais crianças e tem que lidar com os dramas da adolescência, como amores, crises e descobertas. Na temporada anterior, a personagem da Eleven (Millie Bobb Brown) havia fechado o portal para o mundo invertido e a ameaça do Devorador de Mentes havia ido embora, mesmo que temporariamente. Agora o vilão que está preso do lado de cá e precisa recrutar um exercito de hospedeiros para destruir o mundo. No decorrer em que o vilão vai se tornando mais forte, a série vai deixando o ar vivido e começa a se envolver em clima de terror mais pesado e angustiante, diferente das temporadas anteriores.


Stranger Things 3 segue a formula já utilizada nas temporadas anteriores, onde um acontecimento fora do comum acontece na já não tão pacata Hawkins, os núcleos que trabalham isoladamente começam a investigar e no decorrer dos oito episódios todos vão chegando ao mesmo lugar, mesmo seguindo caminhos diferentes e a trama encontra o seu ápice unindo todos os núcleos. Não que o formato seja ruim, porém se utilizado com frequência, pode desgastar a trama. Em relação a seus aspectos técnicos, a série demonstrou um crescimento perceptível, além da fotografia cinematográfica e da edição orgânica, que brinca com quadros e sons para compor e amarrar as suas cenas. Os irmãos Duffer, conseguiram nos entregar uma temporada maior que consegue transitar entre momentos de diversão a momentos dramáticos e de horror que conseguem arrancar risos e lagrimas do público.


Por fim, concluímos que a temporada funciona bem, como uma aventura isolada dividida em oito episódios e prepara o terreno para o seu possível encerramento da maneira mais natural possível.

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