• Lucas Almeida

Crítica | Nostalgia bate forte no remake de 'A Dama e o Vagabundo'


Desde 2019 presente no catálogo do Disney+ (plataforma de Streaming da Disney), o remake de A Dama e o Vagabundo chega ao Brasil despejando fofura, carisma e uma história deliciosa de se acompanhar.



Não será nenhuma surpresa transitar pelo catálogo do Disney+ e encontrar inúmeros live-action dentro da plataforma. Há alguns anos, o estúdio vem entregando novos filmes, sendo que muitos deles são novas adaptações de clássicos que fizeram sucesso no passado.


Um dos filmes que ganharam uma nova versão, tendo a direção de Charlie Bean, é A Dama e o Vagabundo. Mesmo que o filme de 1955 não seja considerado uma das grandes e mais populares animações do estúdio, ainda assim, existe um certo carinho por parte do público e a curiosidade para acompanhar esses personagens numa perspectiva mais realista.


Bem, essa nova adaptação segue a mesma base da animação original: a cachorra Dama é o centro da atenção de seus donos e vive uma vida que qualquer cão gostaria de ter. Contudo, com a chegada de um novo membro na família, um bebê, a sua vida vira de ponta-cabeça por perceber que a criança está ocupando o espaço que até então era todo seu.


Tudo piora quando a tia Sara vem tomar conta dela enquanto os pais viajam com o seu novo filho. Após a pobre cachorra receber a culpa por uma bagunça protagonizada pelos gatos, Dama se pega vagando pelas ruas sozinha e tendo que se juntar ao "bonitão" e esperto cão Vagabundo.



Com todo o espírito da versão original, aqui o longa ainda acrescenta cerca de 30 minutos, oferecendo uma história mais sólida e momentos encantadores em seu decorrer. Por exemplo, ele mostra o passado e como o cãozinho protagonista foi parar nas ruas. Assim, além de deixar mais claro a maneira como ele enxerga a relação com os humanos e a sua própria vida, proporciona uma empatia e entendimento maior da sua história.


O filme entrega momentos incrivelmente nostálgicos, como a clássica cena em que a dupla está comendo um espaguete com almôndegas. Logo, fofura, magia, romance e uma aquecida no coração acontece a todos que queriam ver esse momento igualmente replicado nessa nova adaptação.



O trabalho de dublagem é eficiente e por nenhum momento deixa a desejar. Dentre os principais nomes, temos: Tessa Thompson dubla Dama, Justin Theroux dá voz ao Vagabundo, Janelle Monáe é a cãozinha Peg e, com a sua voz incomparável, Sam Elliott vive o experiente cão Trusty.


No filme, são usados cães reais em boa parte das cenas. É interessante saber que vários desses animais foram resgatados e entregues à adoção. Esse projeto ganha ainda mais apreço quando descobrimos que o intérprete do Vagabundo, o cãozinho Monte, estava na fila para ser sacrificado e, agora, ele mora junto ao adestrador que o treinou para o filme.



Contudo, em alguns momentos foi necessária a utilização de efeitos visuais, tanto pelo risco de ocorrer algum acidente aos animais quanto, é claro, pelo simples motivo de que todos eles falam no longa. Diferentemente do live-action de O Rei Leão, aqui o longa tem certo benefício por ser uma história sobre cachorros. Assim, além de termos uma certa conexão e simpatia maior por esses animais, o trabalho de mesclar o real com a animação facial é extremamente eficiente, ainda mais se juntarmos a bela dublagem realizada por todos os atores envolvidos.


A Dama e o Vagabundo certamente não teria uma vida longa e muito menos seria um grande sucesso nas telonas pelo simples fato de não ser uma das mais queridas animações do estúdio. Porém, estando disponível numa plataforma digital, com a chance de qualquer pessoa que assina assisti-lo, além de ser um grande acerto por parte da Disney, é uma ótima opção para todos nós, que hoje necessitamos de novos conteúdos para conferir dentro de nossas casas.


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