Crítica: HQ Maré Alta de Flávia Borges


“Maré Alta” é a primeira produção independente de Flávia Borges (também conhecida como Breeze Spacegirl). Na hq que é em sua maior parte muda (possuindo apenas dois quadros com mensagens escritas) acompanhamos Carol, uma garota que esta em uma jornada interna de autoconhecimento e aceitação, tendo que lidar com seus sentimentos e ansiedade. Utilizando de uma linguagem poética e sutil a história facilmente encanta o leitor e prende a sua atenção (credito ao incrível trabalho de roteiro da autora).

Já nas primeiras paginas podemos notar a forte presença da água e efeitos de ondas espalhados pela obra. A água é um elemento que acompanha toda a história, porém a forma que é representada vai mudando. A mesma água que pode representar uma crise é a água que pode levar tudo para longe e nos limpar de tudo que nos faz mal. E mesmo assim, o mais importante é que todos nós podemos nos molhar as vezes e que esta tudo bem!


A hq por quase não conter diálogos ressalta a importância dos demais elementos de uma história em quadrinho, como os desenhos e quadros. Todos esses elementos se amarram de forma orgânica e colaboram para a construção da narrativa.


Podemos destacas outros elemento importantes no título, como representatividade, empoderamento feminino e sexualidade. Sendo a grande cereja do bolo em “Mare Alta”, a sua ótima playlist que torna a leitura ainda mais imersiva se lida ao som de algumas das músicas (A playlist pode ser conferida através de um QR Code ou link disponibilizado nas ultimas paginas da HQ).


Confira a nossa entrevista com a autora do quadrinho!

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