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Crítica: American Horror Story: 1984 — Episódio 01

American Horror Story retorna para mais um ano com parte do elenco da temporada anterior. Ryan Murphy, o showrunner da série, aproveita muito bem o hype nostálgico que invadiu a TV e o cinema nos últimos anos graças a produções como Strangers Things. Inclusive, confira também a nossa crítica do terceiro ano da série dos Irmãos Duffer.

A nona temporada da antologia, intitulada “AHS: 1984", se distância das temporadas anteriores e traz uma trama focada no gênero slasher. Sendo uma variante do terror, o slasher é focado na figura de um assassino que faz varias vítimas. Exemplos de clássicos do slasher podemos destacar filmes como “O massacre da serra elétrica”, “Jason”, “Halloween” e a franquia “Pânico”.


A temporada começa com uma premissa até então simples. Um grupo de jovens representados por figuras caricatas em produções do gênero, onde geralmente são hipersexualizados e sexualmente ativos. Atitudes e praticas que entre as décadas de 1970 e 1980 no Slasher serviam como aval para mortes sangrentas, onde os assassinos representavam uma espécie de moral intolerante ao jovem daquela época. Esse grupo decide passar um tempo em um acampamento de verão, onde no passado ocorreu um massacre e a única sobrevivente decidiu abrir novamente o acampamento 14 anos depois. Mas sem que eles saibam, o assassino foge do manicômio decidido em continuar o derramamento de sangue de onde havia parado. O que chama a atenção na produção é a preferência por uma figura humanizada do assassino, pois geralmente em filmes do gênero a figura do assassino esta oculta sob uma mascara, que gera um ar de misticismo e terror.



Todo o elenco esta muito bem em seus personagens, porém Margaret Booth e Leslie Grossman roubam a cena em suas aparições durante o episódio, que entrega em 50 minutos toda a experiência de um filme de terror dos anos 80 de forma empolgante e muito bem montada. Alias, destaque da montagem que faz a transição das cenas de forma muito bem amarrada. O que alimenta aquela sensação de suspense e de se colocar no lugar dos personagens naquela atmosfera. Semelhante ao que acontece no filme “Hush: A Morte Ouve”, onde a personagem da Kate Siegel que é uma escritora surda que vive uma vida isolada, em uma casa afastada da cidade tem que sobrevivem ao ataque de um assassino psicótico mascarado. Enquanto a direção de Bradley Bucker referência muitos clássicos do gênero, além dos já citados no início do texto. A trilha sonora de Mac Quayle recria com perfeição a ambientação retrô, utilizando de sintetizadores e arranjos originais. O que justifica a nota de aprovação de 99% no Rotten Tomatoes, se tornando-se a maior abertura da série desde ‘Murder House’ (2011).


Pela temporada se passar nos anos 80, a abertura também recebeu um toque oitentista pelas mãos de Kyle Cooper e Corey Vegao. No twitter Ryan Murphy disse que a abertura foi inspirada na versão de um fã que viralizou quando o tema da temporada foi anunciado. Confira abaixo:


American Horror Story já é popularmente conhecida por começar bem as suas temporadas e com o decorrer da trama a qualidade vai se perdendo. Porém, nos resta aguardar os demais episódios para sabermos se a série manterá a qualidade.

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