7 filmes essenciais de cineastas negros que confrontam o racismo

Atualizado: Ago 8


Contar histórias é um exercício de empatia - ensina sobre mundos além da experiência vivida, nos liga a estranhos e nos ajuda a entender as lutas que não enfrentamos pessoalmente. Se você deseja ampliar sua visão de mundo, considere se expor às obras de cineastas negros, que falam poderosamente de suas experiências através de sua arte. Então separamos aqui alguns filmes essenciais, que expandirão sua mente e coração.


Faça a coisa Certa



A obra-prima de Spike Lee, de 1989, trata sobre um bairro do Brooklyn e ainda é uma das obras mais elogiadas de sua filmografia. Com um elenco amplo, o filme segue um bairro do Brooklyn que lida com o estresse da crescente tensão racial. Spike Lee estrela o filme ao lado de Danny Aiello, Ossie Davis e Ruby Dee, entre outros. Faça a coisa certa termina com uma dedicação àqueles que morreram por brutalidade policial. O filme foi indicado a dois prêmios da Academia e foi incluído no Registro Nacional de Cinema.


Dia 13



O dia 13, um documentário da Netflix de Ava DuVernay, é uma visão incrível de como a raça e o sistema de justiça interagem com o problema de encarceramento em massa na América. Ao comparar o sistema à escravidão americana, o filme de DuVernay espelha o complexo industrial da prisão e lança uma luz sobre os sistemas com fins lucrativos que corromperam profundamente as instalações correcionais nos Estados Unidos. O filme é comemorado entre os críticos, tendo conquistado uma indicação ao Oscar de Melhor Documentário e uma vitória do Emmy.


O documentário pode ser assistido direto no Youtube, com legendas em PT.


Eu não sou seu negro



James Baldwin dedicou sua vida a iniciar conversas essenciais sobre raça na América, mas Eu não sou seu negro conta a história daquela que ele nunca teve a chance de terminar. Baldwin morreu antes de terminar o Remember This House, que teria explorado o racismo na América através das memórias de Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr. Narrado por Samuel L. Jackson, Eu não sou seu negro imagina o que o manuscrito acabado teria parecido, incorporando cartas escritas pelo próprio Baldwin.


Cercas



Muito depois de sua morte em 2005, as peças de August Wilson ainda permanecem como alguns dos retratos mais essenciais da vida afro-americana já feitos. Nos últimos anos, Denzel Washington se comprometeu a honrar o legado de Wilson desenvolvendo adaptações de suas peças, estrelando-as, reformando a August Wilson House e nos trazendo Cercas, de 2016. O filme nos mostra a discriminação que a família Maxson enfrentava vivendo no pós-mundo da Segunda Guerra Mundial, no bairro deprimido de Hill Disrict, em Pittsburgh.


Estação Fruitvale



Quase uma década atrás, Oscar Grant, de 22 anos, foi agredido na cabeça por policiais do BART, respondendo a um relato de uma briga em uma estação de metrô. Ele morreu mais tarde naquele dia. Em sua estreia na direção - e primeira colaboração com Michael B. Jordan - Ryan Coogler contou a história devastadora de Grant, mostrando-nos todas as promessas que sua vida tinha e tudo o que ele fez no Ano Novo de 2011, o que nos leva a refletir sobre outra morte injusta de um homem negro nas mãos de policiais brancos.


12 anos de escravidão



Neste vencedor de Melhor Filme baseado em um livro de memórias de Solomon Northrup, de 1853, Chiwitel Ejiofor interpreta Northrup, um negro nascido livre em Nova York que é sequestrado e vendido como escravo. O filme mostra os doze anos de trabalho árduo de Northrup em uma plantação no sul, bem como seus esforços para escapar da escravidão. Dirigido por Steve McQueen,12 anos de escravidão foi celebrado como um dos melhores filmes do ano por seu olhar inflexível sobre a violência e o abuso aos quais americanos negros como Northrup foram submetidos em plantações.


Corra



Em sua inesquecível estreia na direção, Jordan Peele usa os tropos dos filmes de terror para ilustrar os horrores do racismo. Daniel Kaluuya é Chris, um homem negro que descobre um segredo perturbador quando acompanha sua namorada branca em uma visita à casa para conhecer seus pais. Engraçado, assustador e uma crítica ardilosa às relações raciais na América, Corra abriu as portas para um novo modo de contar histórias sobre os males do racismo.


Nos conte quais filmes podemos listar em uma segunda parte da matéria?


A luta contra o racismo é diária e não pode parar! Colabore com sua assinatura em petições eletrônicas, realizando doações, valorizando e consumindo conteúdo de artistas negros e se educando sempre. O site Vida Negras Importam criou um card com vários links que podem ser consultados clicando aqui.


Lista traduzida do site: Esquire

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