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Assassin's Creed Valhalla | Retorno às raízes, últimas novidades e gatinhos

No último dia 12 ocorreu o Ubisoft Forward, evento da Ubisoft que mostrou as novidades de seus próximos jogos. Mas a grande estrela do dia foi o tão comentado Assassin's Creed Valhalla, o qual sofreu alguns "vazamentos" dias antes do evento, como já comentamos aqui no Otageek.



Mas o que vem aí em Valhalla?


Assassin's Creed Valhalla é a tão esperada continuação do sucesso de 2018, Assassin's Creed Odyssey. Embora já tenha sido uma franquia anual, a série recuou em 2019, aumentando ainda mais as expectativas para Valhalla. Enquanto Odyssey recebeu notas altas de fãs e críticos, alguns lamentaram a perda de elementos tradicionais de Assassin's Creed, como stealth, em favor da mecânica de RPG, uma mudança que começou um ano antes com Origins.



Depois de dois jogos ambientados em tempos antigos, Valhalla traz a série para cerca de 1200, durante a invasão viking da Grã-Bretanha, uma história que normalmente tem sido contada do ponto de vista britânico. Os jogadores controlam Eivor, leia se “Ā-vōr” (que pode ser homem ou mulher), um viking liderando suas tropas contra os reinos anglo-saxões para expandir a influência viking.


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Ambas as versões de Eivor serão canônicas, e o Darby McDevitt, diretor de narrativa de Assassin's Creed: Valhalla, revelou como isso acontecerá. Ao contrário do que ocorreu em Assassin's Creed: Odyssey, em que Layla encontrou duas amostras de DNA na lança de Leônidas (uma de Kassandra e a outra de Alexios), a amostra de DNA que ela encontrará em Valhalla estará danificada, impossibilitando o animus de identificar o gênero da pessoa, podendo esta ser homem ou mulher. O jogo permitirá inclusive que você troque o gênero do personagem a qualquer momento.



Durante a entrevista para o IGN, Darby explicou:


"Existe uma opção de mudar o fluxo da memória. Explicar isso seria um spoiler de um segredo muito bem guardado, mas eu diria que a razão que te permite ficar trocando o gênero de Eivor é algo que abraça por completo a natureza de ficção cientifica da série."


"Nós temos essa coisa chamada de "memória genética" e temos o Animus. Como podemos brincar com isso? Como podemos usar isso pra justificar o gênero do personagem? Nós encontramos uma solução que acreditamos ser muito satisfatória."


Darby também comentou sobre como o gameplay com a Layla será dentro do Animus:


"Na história do jogo existem anomalias dentro da simulação, e quando você encontrar uma delas como Eivor, Layla e seus amigos irão pausar a simulação e preparar o terreno para que ela faça parte dele. É um grande puzzle cheio de parkour no qual você pode conseguir algumas informações muito interessantes."


Embasamento Histórico


Há mais de um milênio, onde hoje é o sudeste da Suécia, um abastado guerreiro viking descansou pela última vez. Em sua homenagem, um túmulo resplandecente foi preenchido com espadas, pontas de lança e dois cavalos sacrificados. A sepultura refletia a vida ideal de um guerreiro viking macho – pelo menos era o que pensavam vários arqueólogos. No entanto, novos exames de DNA em ossos confirmaram uma descoberta reveladora: o túmulo pertenceu a uma mulher.



Uma equipe liderada pela arqueóloga da Universidade de Uppsala, Charlotte Hedenstierna-Jonson, retornou às ossadas e extraiu dois tipos de DNA. O mitocondrial, repassado de mãe para filha, determinaria se os ossos eram de um ou de vários indivíduos. Já o nuclear revelaria o sexo biológico.


Os resultados foram claros: a equipe não encontrou nenhum cromossomo Y e o DNA mitocondrial de todos os ossos eram equivalentes. Os restos eram de uma única pessoa, uma mulher.


Charlotte e seus colegas dizem que a mulher era, provavelmente, uma guerreira – aliás, uma respeitada estrategista. “Em seu colo, ela segurava peças de jogos”, disse Charlotte em entrevista. “Isso sugere que ela planejava as táticas e liderava o grupo”.



Os conhecimentos sobre vikings sempre deram pistas de que nem todos os guerreiros eram homens. Um antigo texto irlandês do século 10 conta a história de Inghen Ruaidh (garota vermelha), uma guerreira mulher que liderou uma esquadra viking até a Irlanda. Aponta-se que inúmeras sagas vikings, como a Saga dos Volsungos, do século 13, falam das ‘donzelas-de-escudo’ que lutavam ao lado dos homens.


Retornos às Raízes da Franquia


A Ubisoft aparentemente ouviu os feedbacks dos fãs da franquia durante esse hiato de um ano de lançamento dos jogos da série. A mecânica de stealth dos primeiros títulos faz seu retorno com melhorias (agora poderemos... pasmem, agachar). Teremos também o social stealth, que é a capacidade de se camuflar na multidão, parkour em árvore e os assassinatos instantâneos com a Hidden Blade.



Para o twitter Acesse The Animus, McDevitt, confirmou que as sequências de confissões voltarão no Assassin's Creed Valhalla.



A tela de loading interativa também está de volta para a alegria dos fãs de longa data!



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Sabemos que nossa(o) protagonista se encontrará com os Assassinos, trabalhará ao lado deles e receberá a lâmina oculta. Em Abril, a Ubisoft havia liberado uma lista elementos presentes em Valhalla, e Os Ocultos e a Ordem dos Anciões estão presentes no jogo.


Durante o trailer de gameplay apresentado no evento, vimos um homem que parece ser um membro dos Ocultos e usa um traje semelhante ao da Irmandade Levantina, o que mais tarde foi confirmado pelo o diretor narrativo do título.


Não adianta tampar que vimos esse dedo cortado aí hehe

Sabemos também que os acontecimentos em Valhalla se passam no século IX, durante as Expansões Vikings. Porém, somente no final do século XI que Os Ocultos passaram a se chamar de Irmandade dos Assassinos, sendo a Irmandade Levantina a primeira a carregar esse nome.


Em Valhalla também haverá ruínas pagãs e romanas espalhadas pelo mapa, acompanhadas de segredos guardados. Para enxergar esses segredos ocultos, o protagonista deverá ativar sua Visão de Odin (Visão de Águia nos jogos anteriores). O recurso já esteve presente em títulos passados, como Assassin's Creed I, II e IV: Black Flag.



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Combates, árvore de habilidades e menu de armaduras


Assim como seu antecessor, Assassin's Creed Valhalla é um RPG de ação, mantendo o sistema de nivelamento e árvore de habilidades, embora com algumas exceções. Os escudos fazem seu retorno depois de estarem ausentes em Odyssey, o que é uma ótima notícia para jogadores que gostam de ter opções defensivas.



Além disso, Valhalla apresentará o combate mais violento visto na série até o momento, com direito a finalizações com raio-x, semelhante aos populares raios-x de Mortal Kombat. Outra grande novidade presente no game é poder empunhar duas armas ao mesmo tempo, em praticamente qualquer combinação que o jogador desejar: espadas, machados e muito mais. Com isso, há também um foco em fornecer uma grande variedade de inimigos para manter os combates sempre cheios de desafios.


Para saber mais sobre os acampamentos, invasões, customizações e as versões disponíveis em pré-venda, leia também:



Enquanto a exploração e liberdade que o player começa a experimentar por conta própria são grandes, as incursões e batalhas serão os momentos de despertar sua fúria Viking. Durante a gameplay liberada, vemos nosso protagonista no Castelo de Burgh, com o objetivo de livrar East Anglia de Rued e seus homens e vingar Oswald. Mas ele não está sozinho, pois conta com um exército para lutar ao seu lado. Além do grupo presente para ajudar nas invasões, em Valhalla você também vai poder recrutar até mesmo um gatinho, que vai ficar no barco velejando ao seu lado!


Ok, Ubisoft. Agora você tem meu dinheiro!

A árvore de habilidades em Valhalla tem a forma de constelações (Alô Skyrim) nas quais você pode investir pontos em habilidades que favoreçam o combate corpo a corpo, ranged e stealth. O menu de pausa, por sua vez, é semelhante ao de Odyssey, sendo possível gerenciar itens, armas e armaduras.



Missões secundárias? Aqui não, o negócio agora são os "World Events"


Assassin’s Creed Valhalla terá um formato diferente de sidequests: elas serão chamadas de “World Events”, situações mais espontâneas e não relacionadas à campanha. Dessa forma, poderão ser ativadas durante a exploração do universo do game e exigirão algumas tarefas para o protagonista Eivor cumprir, sem necessariamente envolver um NPC.


McDevitt explicou que essa mudança adotada para Assassin’s Creed Valhalla deve-se à lógica do game. Não faria sentido Eivor cumprir tarefas para NPCs aleatórios enquanto sua missão na Grã-Bretanha é justamente invadir territórios para encontrar um novo lar. Por isso, o arco narrativo do protagonista será melhor trabalhado.


Mapa da aliança e locações


Foi possível ver o Mapa da Aliança durante o Trailer de Gameplay do Ubisoft Forward. Nele poderemos consultar quais áreas da Inglaterra estão sob o nosso controle.



Ainda não foi revelado quanto desses reinos veremos, mas esperamos que alguns locais-chave em cada área sejam apresentados no jogo. Podemos ver todos os seguintes reinos no mapa da aliança:

  • Cent (Kent)

  • Suthsexe (Sussex)

  • Hamtunscire (Hampshire)

  • Essexe (Essex)

  • Oxenefordscire (Oxfordshire)

  • Glowecestrescire (Gloucestershire)

  • Grantebridgescire (Cambridgeshire)

  • Anglia Oriental

  • Sciropescire (Shropshire)

  • Ledcestrescire (Leicestershire)

  • Lincolnscire (Lincolnshire)

  • Snotinghamscire (Nottinghamshire)

  • Eurviescire (Yorkshire)


Stonehenge em Valhalla

Já sabemos também que o mapa de Assassin's Creed Valhalla pode ser o maior de toda a série, já que a Ubisoft ainda não confirmou essa informação. Mas durante todo o material oficinal já anunciado podemos destacar, segundo o site Real Sports, as seguintes localizações:

  • Ravensthorpe

  • Wincestre (Winchester)

  • Canterbury

  • Lincoln

  • Abadia de Medeshamstede

  • Posto Avançado de Maneis

  • Guarnição Leah Villa

  • Aelfowwod

  • Castelo Brugh

  • Haervik Shipyqard

  • Floresta de Denu (Floresta de Dean)

  • Mosteiro de Raculf

  • Stonehenge

  • Acampamento Stenwege

  • Posto Avançado de Wenlocan


Um pouco mais da jornada de Eivor


No último dia 16 foi liberado mais um trailer, no qual podemos ver um pouco mais da jornada do nosso protagonista. O trailer oferece um pouco mais de jogabilidade, embora seja breve comparado com o que vimos no Ubisoft Forward. Porém, como na maioria das vezes, é cinematográfico. Confira:



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Assassin's Creed Valhalla será lançado em 17 de Novembro para PlayStation 4, Xbox One, PC e, posteriormente, para PS5 e Xbox Series X.


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