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Artigo: Assassin’s Creed e a história da Arte

Atualizado: Abr 30


A famosa franquia de jogos da Ubisoft, Assassin’s Creed, já existe há 12 anos e é conhecida por misturar elementos da nossa história com a trama dos jogos. Ela gira em torno do combate entre Assassinos e Templários: na história, ambos tiveram uma relação indireta com uma espécie que viveu antes dos humanos, cuja sociedade foi destruída por uma gigantesca tempestade solar. A ordem cronológica dos jogos começa em 2012 e controlamos inicialmente Desmond Miles, um jovem que, com a ajuda do Animus (um dispositivo que permite ver as suas “memórias ancestrais”), explora as memórias de alguns dos mais proeminentes Assassinos da história. No primeiro título, o jogador controla tanto Desmond quanto Altair, mas a maior parte do jogo se passa na época da terceira cruzada. Altair é apresentado como membro do Credo dos Assassinos, sendo possível visitar cidades como Acre, Damasco e Jerusalém.



Em Assassin’s Creed II, sequência direta de Assassin’s Creed, o jogo concentra-se novamente em Desmond Miles depois que ele escapa das Indústrias Abstergo. Em uma tentativa de frustrar os templários modernos, Desmond usa um novo Animus para reviver as memórias genéticas de seus antepassados, desta vez de Ezio Auditore da Firenze, que viveu na Itália durante a Renascença e se torna um assassino depois que sua família é traída. Enquanto controla Ezio, o jogador pode explorar grandes regiões e cidades italianas.

A arquiteta responsável pela recriação dos elementos históricos do período no jogo foi María Elisa Navarro, professora de arquitetura com ênfase em História e Teoria. Ela trabalhou na companhia Ubisoft Montreal como assessora histórica da equipe de desenho do jogo eletrônico Assassin’s Creed II, desde os primeiros esboços até seu lançamento em novembro de 2009.


Dentre os diversos lugares disponíveis para exploração no jogo, podemos encontrar lugares como o Coliseu. Construído entre 72 e 80 d. C. sob as ordens do Imperador Tito, o Coliseu tinha capacidade para um máximo de 50.000 espectadores e é considerado um dos maiores êxitos arquitetônicos na história romana. A maioria dos espetáculos, quer fossem gladiatórios, dramáticos ou de outro tipo, era financiada a título privado por famílias ricas que pretendiam demonstrar a sua opulência, criando espetáculos universalmente adorados pelo povo de Roma. Infelizmente, um enorme terremoto em 1349 causou danos irreparáveis em larga escala e o Coliseu foi deixado em ruínas.




Pantheon Castel


Construída em 126 por Marco Agripa como templo de todos os deuses da Roma Antiga, o Panteão veio a se tornar um centro da Cristandade. A estrutura foi queimada, reconstruída, roubada, modificada, demolida e renovada tantas vezes que o interior contém uma panóplia de ícones e símbolos incompatíveis.



Sant’Angelo


Construído entre 135 e 139 como cripta do imperador romano Adriano, o Castelo foi desenhado para superar ligeiramente o Mausoléu de Augusto. O edifício foi convertido numa fortaleza militar em 401 e foi prontamente saqueado em 410 pelos visigodos, que espalharam as cinzas de Adriano por toda a parte. O que restou foi reciclado, ou seja, roubado pelo Vaticano.



Além dos pontos citados em Assassin’s Creed II e seu sucessor Assassin’s Creed: Brotherhood, podemos encontrar também a Cappella Sistina, Colonna Traiana, o Arco di Costantino, dentre outros pontos históricos.


Já em Assassin’s Creed Unity, capítulo da franquia lançado em 2014, controlamos Arno Dorian, um jovem que teve seu pai assassinado quando ainda era criança e, assim, acaba trabalhando como servo na casa de alguns nobres franceses. É nesse meio tempo que também conhecemos Elisé, que cresceu com Arno em muitos momentos e acabou se tornando seu par romântico e companheira de aventuras. A saga começa na França em plena Revolução Francesa, no século 18, com maior foco em Paris, onde ocorre boa parte da história. Arno, com o tempo, descobre descender de uma linhagem de assassinos e, com o fardo nas costas, precisa percorrer um caminho de vingança e de justiça para punir não apenas o assassino de seu pai, mas também o de seu senhor, para quem prestava serviços.


O grande destaque do jogo é que podermos visitar a catedral de Notre Dame, a qual foi destruída em um incêndio recentemente. As pessoas responsáveis pela catedral estariam interessadas em aproveitar os estudos do historiador Andrew Tallon para reconstruir o lugar e, além do escaneamento 3D que ele fez há alguns anos, o Assassin’s Creed Unity poderá ser utilizado como base para as obras. O motivo para o jogo da Ubisoft lançado em 2014 ter sido escolhido, seria a reprodução de Notre-Dame presente nele. Servindo como um dos pontos principais da aventura, a construção foi fruto de dois anos de trabalho árduo da level designer Caroline Miousse, cujo resultado passou a ser elogiado por ter reproduzido quase perfeitamente a maneira como a igreja era durante a Revolução Francesa.



No capítulo mais recente da franquia somos transportados para a Grécia antiga, mais precisamente na Era de Ouro e durante a Guerra do Peloponeso, em 431 A.C. Seguindo os seus antecessores, o game apresenta um mundo aberto completo, que vai desde praias, cordilheiras e montanhas vulcânicas, a lagos cristalinos e desertos áridos.


Dentre as locações disponíveis no jogo, podemos visitar as ilhas de Kephalonia, da Floresta, Paraíso e ilhas áridas. Além da Península Attika, Peloponeso, Elísio e a Grécia do norte.


Imagens: Samlife


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